Ainda Número zero – desta vez no Jornal Rascunho

Umberto_Eco_ilustra_De_Almeida_186Em setembro o Jornal Rascunho publicou um artigo intitulado Sonolento e previsível, cujo autor fazia algumas afirmações sobre o mais recente romance de Umberto Eco, Número zero. Rebati essas afirmações em outro artigo, publicado em outubro, que recebeu o título de Em defesa de Eco. Os tópicos discutidos giram principalmente em torno de duas afirmações do autor do artigo anterior:  1) o romance Número zero é do gênero policial; 2 ) Eu “domestiquei”  a minha tradução, ou seja, não me ative à “letra” do original e criei um texto que dá a impressão de ter sido escrito em português (essa é, grosso modo, a definição de domesticação em tradução).Convido à leitura dos artigos publicados no Jornal Rascunho e à reflexão sobre seu conteúdo.

Anúncios

A personagem NÚMERO ZERO de Umberto Eco

umberto eco

Leia este artigo no novo endereço, clicando aqui.

(Aos poucos este blog será desativado)

 

ENTREVISTA DE UMA PERSONAGEM POR UMA TRADUTORA

ou Diálogo de uma invisibilidade com uma ficção, em que a primeira arranca à segunda informações que esta não quer dar sobre as citações do livro Número Zero de Umberto Eco

Simei, uma das personagens centrais de Número zero, é a síntese da ausência de grandeza. Simei não é herói nem anti-herói porque no mundo dele essa palavra não tem significado, e o mundo dele é o mundo real, no sentido mais rasteiro da expressão “mundo real”. Simei é uma daquelas personagens que pesam no estômago do autor e precisam ser expelidas antes que o matem, como aconteceu ao oficial Kane na fábula cinematográfica Alien.

Continuar lendo “A personagem NÚMERO ZERO de Umberto Eco”

O tradutor e o português

mapamundi01Este texto é transcrição de uma apresentação que fiz em 2002, a convite de Regina Alfarano e Adauri Brezolin, no auditório Mozart da UNIBERO, por ocasião do evento comemorativo do dia do tradutor e do lançamento do no. 11 da revista Tradução e comunicação. Aborda a repercussão da atual (não) formação profissional do tradutor sobre a sua proficiência em língua portuguesa, a necessidade de domínio dos diversos registros da sua língua para o bom exercício da profissão, o modo como o ensino de língua portuguesa tem sido encarado nos últimos tempos e a inserção do tradutor na realidade político-social através do uso que ele faz do seu idioma.

Continuar lendo “O tradutor e o português”

O Pequeno príncipe – notas de (uma) tradução – 3

pp-planeta

ATENÇÃO: OS TRÊS ARTIGOS SOBRE A TRADUÇÃO DE O PEQUENO PRÍNCIPE ESTÃO REUNIDOS EM NOVO ENDEREÇO. LEIA A ÍNTEGRA CLICANDO AQUI.

(Aos poucos este blog será desativado)

GÊNEROS E GÊNEROS

Não é novo o assunto “diferença de gêneros nas diversas línguas para designar a mesma coisa”. Sobre ele já li coisas interessantes e também ouvi algumas besteiras. A mais memorável, para mim, saiu de uma professora de latim: segundo ela, arbor (árvore) era feminino porque dava frutos. Então me perguntei por que o francês teria transformado seu descendente arbre em masculino e por que cargas d’água flos, que é a flor, da qual sai o fruto, Continuar lendo “O Pequeno príncipe – notas de (uma) tradução – 3”

O Pequeno Príncipe – notas de (uma) tradução – 2

petit prince et la rose

ATENÇÃO: OS TRÊS ARTIGOS SOBRE A TRADUÇÃO DE O PEQUENO PRÍNCIPE ESTÃO REUNIDOS EM NOVO ENDEREÇO. LEIA A ÍNTEGRA CLICANDO AQUI.

(Aos poucos este blog será desativado)

Ovinos

Na França, a frase dessine-moi un mouton já foi título de canção e é nome de uma associação de amparo à criança, entre outras coisas. Virou lema, insígnia, ícone, símbolo. Mito? Com essa frase o príncipe acorda o aviador: pede-lhe que desenhe um… mouton. Tradução de mouton? Carneiro, claro. Continuar lendo “O Pequeno Príncipe – notas de (uma) tradução – 2”

O Pequeno príncipe: notas de (uma) tradução – 1

Raposa-PP

ATENÇÃO: OS TRÊS ARTIGOS SOBRE A TRADUÇÃO DE O PEQUENO PRÍNCIPE ESTÃO REUNIDOS EM NOVO ENDEREÇO. LEIA A ÍNTEGRA CLICANDO AQUI.

(Aos poucos este blog será desativado)

O verbo apprivoiser

Uns meses atrás uma colega de trabalho do meu filho, que só tinha me visto uma vez, subiu apressada as escadas da minha casa e foi me buscar no último canto do meu quarto para me dizer que tinha ficado muito feliz por saber que eu estava traduzindo O Pequeno príncipe. Seu livro predileto, dizia ela, que não é miss, apesar de muito bonita. Começamos a conversar sobre o livro, e ela me cita a famosa frase “você é responsável pelo que cativa”, acrescentando que essa mesma frase anda tatuada em alguma parte do corpo de alguém que ela conhece, de tão bonita que é. Continuar lendo “O Pequeno príncipe: notas de (uma) tradução – 1”