Immaculada – uma entrevista sai do baú

estatueta de mulher-com ladrilhoClique aqui para ler um trecho de Immaculada.

Esta minha conversa com Duanne Ribeiro é de 2010. Foi publicada na revista eletrônica Capitu. Gostei muito da abordagem dele ao meu romance, mas, infelizmente, a revista parece que saiu do ar e, com ela, esta entrevista. Remexendo os guardados, descobri o texto, que agora reproduzo. Continuar lendo “Immaculada – uma entrevista sai do baú”

O Pequeno príncipe – notas de (uma) tradução – 3

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ATENÇÃO: OS TRÊS ARTIGOS SOBRE A TRADUÇÃO DE O PEQUENO PRÍNCIPE ESTÃO REUNIDOS EM NOVO ENDEREÇO. LEIA A ÍNTEGRA CLICANDO AQUI.

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GÊNEROS E GÊNEROS

Não é novo o assunto “diferença de gêneros nas diversas línguas para designar a mesma coisa”. Sobre ele já li coisas interessantes e também ouvi algumas besteiras. A mais memorável, para mim, saiu de uma professora de latim: segundo ela, arbor (árvore) era feminino porque dava frutos. Então me perguntei por que o francês teria transformado seu descendente arbre em masculino e por que cargas d’água flos, que é a flor, da qual sai o fruto, Continuar lendo “O Pequeno príncipe – notas de (uma) tradução – 3”

O espectro do recato

charcot03Comecei a pensar neste texto uns anos atrás. Como se vê, resisto a escrever crônicas.

Aos fatos.

Foi no Theatro São Pedro, ao voltar da escapada ao banheiro, no intervalo entre o primeiro e o segundo ato do Barbeiro de Sevilha de Paisiello. Uns quinze minutos antes, chegando à porta da toalete, tinha deparado com uma fila de mulheres que me impedia de entrar. De onde parei, pude avistar lá dentro duas portas, duas privadas: Continuar lendo “O espectro do recato”

O Pequeno Príncipe – notas de (uma) tradução – 2

petit prince et la rose

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Ovinos

Na França, a frase dessine-moi un mouton já foi título de canção e é nome de uma associação de amparo à criança, entre outras coisas. Virou lema, insígnia, ícone, símbolo. Mito? Com essa frase o príncipe acorda o aviador: pede-lhe que desenhe um… mouton. Tradução de mouton? Carneiro, claro. Continuar lendo “O Pequeno Príncipe – notas de (uma) tradução – 2”

O Pequeno príncipe: notas de (uma) tradução – 1

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O verbo apprivoiser

Uns meses atrás uma colega de trabalho do meu filho, que só tinha me visto uma vez, subiu apressada as escadas da minha casa e foi me buscar no último canto do meu quarto para me dizer que tinha ficado muito feliz por saber que eu estava traduzindo O Pequeno príncipe. Seu livro predileto, dizia ela, que não é miss, apesar de muito bonita. Começamos a conversar sobre o livro, e ela me cita a famosa frase “você é responsável pelo que cativa”, acrescentando que essa mesma frase anda tatuada em alguma parte do corpo de alguém que ela conhece, de tão bonita que é. Continuar lendo “O Pequeno príncipe: notas de (uma) tradução – 1”

O TENOR FICOU SEM VOZ

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 Texto publicado na seção “ARQUIVO ABERTO, Memórias que viram histórias” da Ilustríssima, jornal Folha de São Paulo, em 12/02/2012

São Paulo, julho de 1977

As lembranças surgiram quando peguei um livro de mau jeito e do meio dele brotou um amarelado recorte de jornal que, depois de uns volteios, depositou-se aos meus pés. Recolhi, li, lembrei. Continuar lendo “O TENOR FICOU SEM VOZ”

Retórica e palavrão

 

“O povo braGrotesque-Head-02sileiro não pensa assim e, sobretudo, o povo brasileiro não se sente da forma como esses xingamentos expressam. O povo brasileiro é civilizado e extremamente generoso e educado.”

Com essa frase, Dilma Rousseff parece não incluir no conjunto “povo brasileiro” o subconjunto formado pela turba vociferante do Itaquerão. Continuar lendo “Retórica e palavrão”