O MEC e sua cartilha

Algumas considerações sobre a publicação recentemente adotada pelo MEC
 

(Leia também Cart… ilhas, texto no qual aprofundo as ideias deste artigo)

Fui durante certo tempo professora de português. Nunca achei que a função do professor de português fosse falar em certo ou errado, mas sim desvendar as estruturas linguísticas que estão à disposição de seus falantes como potência à espera do ato, mostrar que são muitas as maneiras de usar a língua criativamente, provar que esta é um patrimônio cultural inigualável e, principalmente, ajudar a escrever cada vez mais e melhor. Não é fácil. Consegui umas vezes, outras não. Mas há os que não conseguem nunca. É coisa difícil para os que foram formados no velho esquema do certo e do errado e não se livraram dele. Mas, por incrível que pareça, também o é para a nova geração, formada pela cartilha linguística das últimas décadas. Nestes professores, a única preocupação parece ser a de matar o pai, no sentido freudiano. Assim, a minha impressão é de que se continua não ensinando o que realmente importa, em virtude da dificuldade que as pessoas têm de se livrar de esquemas unilaterais. Continuar lendo “O MEC e sua cartilha”